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junho 08, 2022

Nómadas Digitais impulsionam desenvolvimento rural sustentável?

Hoje de manhã estive à conversa com os alunos do mestrado em Gestão e Planeamento em Turismo pela Universidade de Aveiro, com o tema:
Nómadas Digitais no meio rural em Portugal. Um potencial impulsionador do desenvolvimento rural sustentável?

Falamos um pouco sobre este mercado de turismo emergente e em expansão: quem são estes nómadas digitais, o que gostam de fazer, que lugares procuram para ficar, que plataformas sociais utilizam, quais os seus desafios e o que procuram num espaço de coliving. Falamos ainda dos impactos que este novo turismo pode trazer nas zonas rurais.

Muitas referências foram trocadas, nomeadamente algumas das principais referências de trabalho nesta área em Portugal, o Gonçalo Hall, TravelB4Settle.

É maravilhoso assistir e fazer parte deste movimento de defesa e preservação da nossa cultura e território rural, ao mesmo tempo que recebemos de braços abertos tanta gente que quer vir visitar e mesmo viver para as zonas rurais de Portugal.
Portugal é sem dúvida um paraíso! Nós somos os anfitriões desta nossa casa e para mim faz parte da nossa missão enquanto representantes do turismo protegermos, enquanto integramos estas pessoas nas nossas vidas e na nossa cultura.
Eu acredito que o turismo de consumo passivo tem os dias contados. Hoje em dia as pessoas procuram conectar-se de forma diferente com os locais que visitam e, sobretudo, fazer parte duma experiência única. E não há nada mais único do que a autenticidade que cada um de nós tem para oferecer 💕

Se quiseres saber mais sobre nomadismo digital e obter mais referências de pessoas e projetos, recomendo-te leres o meu artigo:


"Food for thoughts" para o dia de hoje.

Um beijinho e um dia feliz 💫



Encontramo-nos no próximo devaneio inspirador 😉

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter

abril 14, 2022

O Trabalho Remoto como oportunidade para jovens em contexto de vulnerabilidade social

Através do projeto Isla Remota, eu e mais duas amigas fomos dar um workshop sobre Trabalho Remoto aos utentes duma Associação Social e Cultural na Gran Canaria.

O propósito deste projeto é fazer um encontro entre organizações sociais e trabalhadores remotos / nómadas digitais, como forma de intercâmbio cultural e profissional.
Nós escolhemos colaborar com a TribArte, mais especificamente no seu projeto DandoconlaTecla, que se centra na formação de jovens que estão fora do circuito formativo, com diferentes ferramentas pessoais e digitais, que lhes permitam reintegrar-se novamente e procurar emprego. A ideia é então conectar com trabalhadores remotos e nómadas digitais, abrindo o véu para novas possibilidades de emprego remoto.

O projeto Isla Remota encantou-me desde o início, pela sua missão, até porque duma forma geral, vê-se muita carência social e tecnológica nas ilhas. Uma das coisas que me vim apercebendo é que é comum os jovens e a população em geral não saber falar Inglês e isso é um factor extremamente limitante nos dias de hoje, especialmente com a elevada taxa de desemprego jovem que existe na Gran Canaria.


Os nossos objetivos

O nosso objetivo neste evento foi o de passar a ideia de que para se ter um trabalho remoto, pela internet, não é necessário ter uma formação especializada em informática, que existem muitas atividades que se podem fazer online. Ao mesmo tempo que fomos passando a nossa visão de vida, que é rica em experiências com pessoas e culturas e, ao mesmo tempo, muito leve em termos materiais.
Foi uma experiência de imenso valor para nós podermos conectar com os sonhos e ambições destes jovens, com o estilo de vida que procuram, com os seus desafios, e deixar ali um espaço em aberto para começar a desenhar este projeto de vida. O projeto de cada um.


Descrição da atividade

Descrevendo mais em pormenor a atividade, começámos com uma dinâmica que nos ajudou a mapear o lugar em que estes jovens se encontram em relação à profissão que querem ter no futuro, se já conhecem pessoas que estejam nessas profissões, que estilo de vida procuram, etc.

A importância das experiências de educação não formal: o voluntariado

Falamos na importância das experiências de educação formal, como os cursos e a universidade, que nos abrem imenso a mente, mas neste contexto sobretudo focamo-nos na importância das experiências não formais, como por exemplo o voluntariado, de experimentar executar as tarefas inerentes à profissão que queremos desempenhar, porque só experimentando é que realmente sabemos como é o dia-a-dia de cada profissão.

A importância de nos relacionarmos com pessoas que estão no lugar onde queremos chegar

Falamos ainda na importância das ligações, de falarmos com pessoas que têm experiências diferentes, que nos abrem a mente a novas realidades e perspetivas, e também da importância de nos entrusarmos nos meios onde queremos viver e participar. A melhor forma de nos tornarmos em algo que queremos é relacionarmo-nos com pessoas que são o que queremos ser. Muito mais facilmente iremos aprender com ela e tornarmo-nos como elas.

Mapa dos sonhos e das dificuldades

Falamos muito de paixões, de vocações e profissões de sonho, mas também de dificuldades. Mapeamos a situação atual deste grupo e percebemos como o dinheiro é um entrave tão comum entre todos. E percebemos que existem duas opções: uma é pensar em formas de ganhar mais, outra é pensar em formas de gastar menos, renunciando muitas vezes ao consumismo que tantas vezes nos assalta.
E questionámo-nos, ainda, sobre quanto dinheiro precisamos para concretizarmos os nossos sonhos. Será que o dinheiro é mesmo o maior limitador da nossa ação?

O Projeto de Vida

Deste mapeamento resultou um trabalho interessante que levaram para casa, com a sugestão agora de se juntarem novamente e se entreajudarem, para fazerem um projeto de vida. Pensando no objetivo final e nos pequenos passos a concretizar até lá.



Conclusão da experiência

Eu confesso que adorei a experiência! Como sabem, no passado trabalhei durante vários anos com jovens em situação de vulnerabilidade social e voltar a fazê-lo compilando agora outras experiências que fui tendo ao longo dos anos é maravilhoso! É como se honrasse todo o caminho para trás e o integrasse numa só Raquel 🦋

Isto faz-me lembrar que muitas vezes colocamos demasiada pressão nos cursos e na profissão que queremos seguir, como se tivesse que ser para a vida toda, e esta etapa é apenas o início duma jornada de evolução a que nos propomos.

Para além disso, reunir pessoas com um objetivo em comum e trabalhar em grupo faz-me sentir como um peixinho na água. Adoro as sinergias que se criam quando trabalhamos em grupo, quando partilhamos experiências a partir da voz do nosso coração! A tendência para o individualismo e para a competição tem-nos dificultado tantas vezes a vida e nestes momentos percebo o poder de um grupo e a oportunidade que nos oferece de crescermos e irmos muito mais longe, juntos!

Grata à TribArte, Isla Remota e Talleres Palermo, às minhas colegas Sara Silva e Melody por este momento de crescimento coletivo 🙏

Lê o feedback da TribArte sobre esta palestra.



Lista de recursos

No final facultamos uma lista de recursos online, desde artigos com exemplos de profissões remotas que se podem ter, a sites onde podem fazer cursos gratuitos online, e onde se podem encontrar oportunidades de trabalho remoto. Deixo-te aqui alguns exemplos desses recursos:




Exemplos de profissões que podem ser remotas

Vídeo da Remote Portugal: O que fazem os nómadas digitais?

Nomadismo Digital: Exemplos de atividades 


Lista de websites onde se podem encontrar oportunidades de trabalho remoto


https://www.upwork.com/

Recomendo o artigo As 5 únicas formas de ganhar dinheiro online dos TravelB4Settle, assim como o trabalho desenvolvido por eles nesta área.


Comunidade de Trabalho Remoto e Nomadismo Digital em Portugal

Remote Portugal




Podes ler mais sobre Nomadismo Digital nas stories do meu Instagram e no meu blogue, seguindo a etiqueta Como é ser Nómada.



Beijinhos e abraços!

Encontramo-nos na próxima história de nomadismo digital 😉

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter

março 28, 2022

Mindful Workation para nómadas digitais na Gran Canaria

Como podemos ter uma vida equilibrada, conectada e consciente enquanto trabalhamos pela internet?

Escrevi este artigo para partilhar a minha experiência num retiro direccionado a Nómadas Digitais, que incluiu práticas de Mindfulness e Mastermind. Para quem está habituado a estes termos, eu chamaria a esta experiência de Mindful Workation para nómadas digitais, com Mastermind. Mas vou explicar abaixo cada um destes termos e em que consistiu, afinal, esta experiência.

O retiro aconteceu numa quinta lindíssima no sul da ilha da Gran Canaria, após uma conferência de dois dias: Thriving Nomads Conference 2022, com a qual também colaborei.

Esta experiência surgiu de uma colaboração entre os Thriving Nomads e Boderless Retreats e o objetivo do evento foi de juntar pessoas de todo o mundo que trabalham remotamente em projetos de impacto social e ambiental, para trocarem ideias e experiências, inspirações, e pô-las a trabalhar em conjunto, num modelo de vivência comunitária, onde se combina um estilo de vida de trabalho remoto com práticas de mindfulness e de bem-estar. 

Este artigo é para ti? Este artigo pode ser interessante se gostas de desenvolvimento pessoal duma forma geral, ou se recentemente começaste a trabalhar de casa, em teletrabalho, e estás a deparar-te com alguns desafios em termos de equilíbrio pessoal. Se procuras começar a trabalhar online, podes ter aqui alguma inspiração sobre este estilo de vida e com que comunidades te poderás relacionar.
Vou então explicar um pouco melhor estes conceitos, que integram várias áreas, e partilhar um pouco a minha experiência.



Neste artigo vou partilhar:

  1. O que me levou a participar nesta experiência
  2. Workation para nómadas digitais, o que é?
  3. Mindful Workation com Mastermind, em que consiste?
  4. Os meus melhores momentos
  5. O que aprendi com esta experiência
  6. Como manter o espaço de retiro vivo por mais tempo?
  7. Conclusões

1. O que me levou a participar nesta experiência

Como sabes, há vários anos que tenho vindo a viajar e a explorar projetos de impacto social e ambiental, comunidades sustentáveis, práticas de bem-estar no corpo e mente, sempre nesta missão de ir construindo o meu próprio estilo de vida.

Quando soube que o meu amigo João Mendes e a sua equipa dos Thriving Nomads estavam a planear organizar um evento para nómadas digitais, onde iriam integrar todas estas dimensões, achei que era a minha cara e imediatamente prontifiquei-me a ajudar na organização.


2. Workation para nómadas digitais, então o que é?

Um nómada digital é alguém que, porque trabalha pela internet e não depende duma localização geográfica fixa, utiliza essa liberdade para viajar de forma contínua.

A palavra workation vem de work (trabalho) + vacation (férias) e, no fundo, pretende ser um programa para quem trabalha remotamente poder ter uma experiência de grupo que combina momentos de trabalho e de férias em conjunto.

Estes programas surgem muitas vezes para combater o sentimento de solidão de quem trabalha online, muitas vezes sozinho em casa, e também como uma expansão da rede de contactos e networking para empreendedores e freelancers.




3. Mindful Workation com Mastermind, em que consiste?

A ideia foi então associar a uma Workation um programa de Mastermind, ou seja, momentos de partilha e colaboração entre os projetos dos participantes. Cada pessoa traz um objetivo de trabalho para cumprir no final daquele tempo e usa as sessões de Mastermind para trocar experiências e visões, fazer parcerias e criar, sobretudo, um sentimento de compromisso de grupo.

Num espaço como este, onde a inteligência e o poder coletivos são efetivamente alavancados, o crescimento torna-se inevitável. Alguns decidiram concentrar-se em temas profissionais, como desenvolver um projeto de marketing social, ou desenvolver novas áreas para o seu negócio, enquanto outros se concentraram em temas mais pessoais, como por exemplo a criação de um blogue pessoal. 
No último dia do retiro reuniram-se para partilhar resultados, dar feedback uns aos outros e definir o que fazer daqui para frente. 

Destes dias de trabalho na quinta surgiram vários novos projetos e ideias. Nomeio, por exemplo, o blogue pessoal da Caroline. Já há muito tempo que a Caroline queria criar um blogue pessoal para partilhar as suas experiências, mas faltava-lhe o impulso. Sabia exatamente o que precisava, tinha o material que precisava, mas faltava-lhe criar esse espaço na sua vida e algo que a "obrigasse". A workation foi o momento certo para o fazer!

Todos aprenderam uns com os outros e saíram mais ricos desta experiência.




Tivemos ainda uma palestra presencial do Daniel Herrera da Comunify sobre a gestão de comunidades de impacto positivo em plataformas descentralizadas. Pertinente, nos tempos que correm, sabermos que existem plataformas sobre as quais temos mais poder e controlo, não estando à mercê dos grandes grupos de controlo de informação.




Associamos ainda momentos de práticas Mindfulness, como por exemplo, Meditação, QiGong, Breathwork, Mindful Walk, Ecstactic dance, envolvidas num espaço seguro, desenhado para promover a empatia, a conexão e o trabalho de grupo, tão característicos de um Retiro.




É um programa inédito, que uniu o projeto Thriving Nomads com Boderless Retreats. O primeiro focado mais nas atividades de mastermind entre projetos de impacto social e ambiental e o segundo mais focado na integração desta componente mais de negócio com um estilo de vida saudável no corpo e mente.
Um match verdadeiramente explosivo e essencial para viver uma vida equilibrada!



4. Os meus melhores momentos

Houve um dia especialmente maravilhoso, desde que acordei até que me fui deitar.
Começamos o dia com breathwork e, após esse trabalho de respiração, senti-me em paz. Consegui fazer o meu Journaling à tarde, ao sol, e terminámos o dia a cantar e a dançar.
O momento mais alto foi entre a equipa de organização, tendo sido já os últimos a fecharem a "pista de dança", abraçados a cantarmos de forma emocionada a música "New York New York", de Frank Sinatra. Foi um "well done team"! Estamos Juntos!
É muito bom quando a malta que organiza está realmente a vibrar e a desfrutar daquilo que organizou!




5. O que aprendi com esta experiência

A importância de nutrir a equipa

Uma das coisas que fizemos diariamente foi um check-in rápido da equipa. Todos os dias de manhã encontravamo-nos para nos organizarmos em termos de tarefas e ver como cada um de nós estava.
Penso que ter momentos em que nutrimos a equipa de organização é muito importante, porque essa nutrição e conexão irá expandir-se também para o grupo. Ninguém consegue oferecer nada que não tenha em si mesmo, portanto nutrirmo-nos a nós primeiro faz muito sentido, para que possamos nutrir as pessoas que estão à nossa volta.
Na minha opinião, esta deveria ser a forma como todas as empresas vêem os seus colaboradores...


A importância da Organização também participar

Um dos aspetos positivos mencionados pelos participantes desta experiência foi o facto da equipa de organização ter participado nas atividades e, para mim, é assim que faz sentido e é assim que se cria um espaço seguro e de empatia, fazendo todos parte do processo de crescimento coletivo. Dando o nosso exemplo, entregando aquilo que fomos aprendendo e estando disponíveis para receber e aprender, como qualquer outro participante.

Para mim, organizar um retiro é viver uma experiência enquanto comunidade de crescimento. E nós somos apenas as pessoas que proporcionam e seguram o espaço para que a magia possa acontecer.


Organizar retiros

Como estive a participar na fase anterior ao retiro acontecer, na procura do espaço, logística da alimentação, espaço, etc, acompanhei mais de perto este trabalho. E, durante o próprio retiro, aprendi muito com as dicas valiosas da Boderless Retreats, que tem uma forma de criar e abordar os retiros que ressoa muito comigo.


A comunidade é o elemento mais importante

Muito mais do que as condições do espaço, a comida ou as mordomias, as pessoas valorizam a experiência em comunidade. Pertencerem a algo, sentirem-se bem recebidas, aceites, sentirem que têm ali um espaço em que podem ser elas próprias, podem participar, crescer, expandir e estabelecerem relações mais profundas.
Sem destituir a importância duma boa qualidade de serviço, aquilo que fica na memória das pessoas é a conexão e a emoção. É aquilo que conseguiram trocar através do seu campo emocional. É disso que vêm à procura e é disso que se vão lembrar quando regressarem a casa.



5. Como manter o espaço de retiro vivo por mais tempo?

Como podemos trazer este estado e estes insights que temos num retiro, para a nossa vida do dia-a-dia? 

Um dos desafios é sempre o depois, como continuar esta dinâmica, este espaço seguro e de colaboração que aqui criamos? 

Esta tem sido uma questão que tem desafiado a Boderless Retreats a pensar em formas de manter esta comunidade viva fora do espaço de um retiro. Para além destes retiros que combinam trabalho com mindfulness, já começou também a fazer experiências de coliving de 3 semanas, para pessoas que conseguem conciliar o trabalho online com este tempo de retiro, fazendo uma experiência menos intensa do que um retiro, mas mais duradoura e aproximada ao ritmo de vida do dia-a-dia.

Se quiseres saber mais sobre colivings, recomendo vivamente o artigo dos TravelB4Settle: O que é um Coliving? - Melhor alojamento para nómadas digitais.


Outra dinâmica que parece ajudar a sustentar estas práticas é a criação de comunidades online, onde as pessoas se podem continuar a conectar e a crescer em conjunto, mesmo não estando juntas fisicamente e em contexto de retiro. Hoje em dia, com as ferramentas que temos, já existem muitas comunidades online a funcionarem, que servem esse propósito.


6. Conclusões

Este é um conceito bastante diferente do que estou habituada nos retiros em que tenho participado. Aqui há uma combinação de negócio e empreendedorismo com práticas de mindfulness e, por isso, muitas pessoas que vêm a estas workations podem não estar tão familiarizadas com estas práticas de bem-estar pessoal ou até espiritual. Eu diria que aqui o objetivo não é aprofundar espiritualidade, mas sim dar ferramentas práticas que podem ser usadas no dia-a-dia, que ajudam à capacidade de foco, de tomada de decisão, etc. E, portanto, é uma experiência onde qualquer pessoa não ligada a estas práticas poderá enquadrar-se.

Identifiquei-me muito com a forma de trabalhar e a visão da Boderless Retreats e fez-me muito sentido utilizar as atividades de Mindfulness para apoiar a criação de projetos e sinergias de grupo. Senti que a criação de um espaço seguro ao longo da jornada gerou mais conexão entre os participantes. Utilizando este ambiente, este potencial de empatia, este suporte, confiança, para colaborarem juntos e criarem algo em conjunto e se ajudarem mutuamente faz, para mim, uma diferença muito grande em relação a outros retiros que já fiz. Esta experiência foi, para mim, um crescimento coletivo. A criação duma comunidade de trabalho curadora!

Admiro, sobretudo, a forma de estar simples, humilde e focada no que é essencial da Boderless Retreats. No exemplo de vida simples e de cooperação. Tenho uma profunda admiração pelo trabalho que estão a fazer, pela forma como o fazem, muito centrada na experiência coletiva. 

Resta-me agradecer à Boderless Retreats e aos Thriving Nomads pela oportunidade de estar presente numa experiência tão única e tão rica como esta!



Se procuras outras experiências de retiro ligadas ao Nomadismo Digital, recomendo-te leres os meus artigos:

A minha experiência nas Quatro Anas


Se quiseres saber mais sobre esta viagem a Gran Canaria convido-te a leres o meu artigo:

Vida de um Nómada Digital na Gran Canaria



Beijinhos e abraços!

Encontramo-nos na próxima história de desenvolvimento pessoal 😉

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter

novembro 10, 2021

Nomadismo Digital nas Universidades de Turismo

Nomadismo Digital nas Universidades de Turismo

Sabias que já se fala de Nomadismo Digital nas Universidades de Turismo? 

Fui convidada a falar sobre este novo mercado turístico e os seus impactos nas comunidades locais numa aula da Universidade Lusófona e foi muito gratificante poder contribuir com a minha experiência e visão no Turismo Responsável. 


Hoje de manhã estive como oradora convidada numa aula da Universidade Lusófona, na cadeira de Sociologia e Antropologia do Turismo, a falar sobre o Nomadismo Digital como um novo mercado de turismo. Pediram-me para falar nas diferenças entre este tipo de viagem e a viagem de lazer mais convencional, e como interagir com pessoas na comunidade local pode trazer riqueza à nossa experiência e impactar as próprias comunidades locais.

Foi uma experiência significativa para mim, porque quando li o programa percebi que a professora da cadeira estava focada nas questões do Turismo Responsável e talvez por isso tenha chegado até a mim. Foi um privilégio e um sentimento de estar a cumprir a minha missão ao ter tido a oportunidade de falar sobre um dos temas que mais me apaixona e ter podido lançar mais umas linhas nesta rede que nos une a todos por um futuro melhor!

Fiquei muito feliz por saber que estes temas estão a ser trabalhados no ensino superior, não só do nomadismo digital duma forma geral, mas dos impactos nas comunidades que esta nova tendência já está a trazer. Estou muito grata por poder dar o meu contributo e partilhar a minha visão daquilo que tem sido a minha experiência.


Viver novas experiências e partilhar novos estilos de vida e alternativas que vou encontrando é a minha maior missão, porque o mundo é gigante e está cheio de oportunidades de crescimento! E quando comunico para uma palestra sinto-me como um peixinho na água, no meu elemento mais essencial! Sinto-me realmente a mudar o mundo e a sensação que eu tenho é que somos cada vez mais a querer um mundo melhor e a pensar no que cada um de nós pode fazer em relação a isso. Sinto que as pessoas saem inspiradas a serem melhores pessoas e isso é muito bom 🥰🥰🥰

Estou muito feliz! Sinto que estou a cumprir o meu propósito, a minha missão 🙏  


Há tantas formas de se viver a vida, que não temos que viver daquela forma que nos foi incutida. Podemos e merecemos procurar a vida que cada um de nós deseja ter, a cada momento da nossa vida!


Beijinhos e abraços e sejam felizes!


Encontramo-nos na próxima história 😉


Raquel

Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter

Overtrail.com

novembro 04, 2021

Quanto custa viver numa autocaravana?



Então e ser Nómada Digital é uma estilo de vida caro? Quanto custa viver numa autocaravana? 🤔

Depende das necessidades e escolhas de cada um. Eu diria que há para todos os gostos!

Nós os dois, a vivermos na nossa autocaravana, gastamos entre 400€ a 450€/mês. Estou a incluir despesas com gasóleo, seguro, manutenção e inspeção da carrinha, supermercado, gás, telecomunicações, restauração, lazer e responsabilidade social (donativos a projetos).


Claro que se alugarmos apartamento em vez de estarmos na autocaravana, o custo aumenta. Por isso mesmo é que muitas vezes tomamos conta de casas e animais em regime de House & Pet Sitting 🏠🐾

Mas uma das vantagens de se poder trabalhar pela internet é poder optar por se viver em locais do mundo onde a vida é mais barata e, claro, onde faz mais sol em cada época do ano 😎

Se ainda tens dúvidas sobre o que é exatamente um nómada digital, convido-te a espreitares o meu artigo Ser Nómada Digital é uma Profissão?


O que te parece este valor, para os teus padrões de referência?

Caro? Barato? Ajustado?


Beijinhos e abraços e sejam felizes!


Encontramo-nos na próxima história 😉


Raquel

Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter

Overtrail.com

agosto 07, 2021

Vivem e trabalham numa autocaravana, aparecemos no Jornal Público!

Saiu hoje uma reportagem no Jornal Público sobre nós, que pode ser vista online em Respiram, vivem e trabalham numa autocaravana.


Beijinhos e abraços e sejam felizes!

Encontramo-nos na próxima história de desenvolvimento pessoal!

Raquel

Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter

Overtrail.com

Raquel Ribeiro. Com tecnologia do Blogger.