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outubro 07, 2021

Aldeia abandonada a 40km de Lisboa

Olá, bem-vindos!

A 40km de Lisboa fica a aldeia de Broas, uma aldeia abandonada há mais de 40 anos. Fomos visitá-la!

Como a aldeia não tem acesso de carro, tivemos que estacionar em Almorquim, a aldeia mais próxima, e caminhámos cerca de 25min por uma estrada de terra batida, com umas vistas muito bonitas!


A aldeia é pequena e está em ruínas, o que lhe dá um certo glamour.

Encontrámos uma grande árvore, com bancos de pedra, que nos pareceu ser o centro da aldeia. E sentámo-nos ali, naquele grande freixo, a ouvir a D. Maria das Dores contar como era a vida naquela aldeia. Esta senhora nasceu na aldeia de Broas, foi uma das últimas habitantes e foi, por isso mesmo, entrevistada pela TSF. Trouxemos o audio no telemóvel e ouvimo-la a contar a sua história, mesmo debaixo do freixo, que tanto falavam no audio.


Não sei se já tinhas feito isto? Ouvir alguém contar uma história, precisamente no lugar onde a ouves.

Aconselho a fazeres, porque é mágico! Senta-te lá e ouve a D. Maria das Dores em https://www.tsf.pt/sociedade/aldeias-abandonadas-as-portas-de-lisboa-10440198.html


A desertificação e o abandono das aldeias é um tema que me toca muito. Fracos acessos, agricultura pouco rentável e inexistência de qualquer serviço ou comércio têm sido algumas das razões pelas quais as pessoas abandonam as suas aldeias.


Fico sempre a imaginar como seria a vida naqueles tempos e como poderíamos voltar a ter vida naqueles lugares!

O turismo tem sido uma saída, mas era bom que mais do que um "parque de diversões", ou um lugar de "consumo passivo", que fosse um lugar mesmo com vida, onde se recriasse a época histórica, conforme defende um arqueólogo de Trás os Montes, evitando que os lugares se transformem em "simples vestígios arqueológicos"...


Tenho pensado muito no conceito de "turismo de consumo passivo". Não sei se existe este termo ou não mas, tal como nos outros tipos de consumo, o turismo também pode ser vivenciado de várias formas. Umas mais participativas e outras menos. Umas que promovem realmente a vida local, outras que promovem a destruição do património cultural e o ambiente. Tudo depende da forma como a consumimos.


Assiste ao vídeo que fiz da Aldeia de Broas:


Se gostas de aldeias abandonadas, aconselho-te a assistires o vídeo que fiz da aldeia de Safira, uma outra aldeia abandonada que gostei muito de visitar! Aos meus olhos mais mágica ainda, porque tem uma igreja antiga e porque não se vê nenhuma casa à volta. Parece que estamos num mundo encantado...


Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história! 

Raquel 

Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter 

https://overtrail.com

fevereiro 20, 2020

Um mês em Koh Phangan, Tailândia

Olá! Estivemos um mês na ilha de Koh Phangan e quis compilar algumas ideias da nossa experiência aqui no blogue, para quem possa eventualmente estar interessado em vir cá visitar.

O ano passado foi bastante intenso, a viver, trabalhar e a viajar na nossa autocaravana e por isso sentimos que precisávamos de uma espécie de "férias", embora nos mantivéssemos a trabalhar online, claro. Estarmos mais tempo em cada sítio, numa casa, para termos mais independência um do outro, e também queríamos calor, mar e sol e eu queria muito fazer yoga de uma forma mais intensiva.
Falei com uns amigos nómadas digitais, que nos falaram desta ilha como sendo uma espécie de hub de espiritualidade, principalmente numa determinada zona da ilha. E foi assim que viemos parar a Koh Phangan.

Em que zona da ilha ficar
Apesar de ser uma ilha pequena, Koh Phangan atrai vários tipos de pessoas diferentes. 

Na zona Sul da ilha encontramos essencialmente jovens à procura de festa. É na zona sul onde se faz a famosa "Full Moon Party", que acontece uma vez por mês e atrai muita gente. Nesta zona senti um tipo de turismo mais "fast", de consumo rápido. Fez-me lembrar um pouco Albufeira no Algarve, com aqueles pubs e um estilo atrativo para os estrangeiros e para a festa.
Esta zona é conhecida pelo movimento "inconsciente". Existem grupos de facebook deste movimento, onde são partilhadas as festas, como por exemplo o Koh Phangan unconscious community.
Esta é a zona mais conhecida e que passa mais para fora desta ilha, mas a verdade é que esta ilha tem outras facetas bem diferentes!

Na zona Norte encontramos um ambiente muito mais calmo. A Este vemos mais famílias e um turismo com talvez maior poder económico. A Oeste temos as melhores praias (Secret Beach, Haad Yao, Salad, Mae Haad) e em Koh Ma a melhor zona da ilha para fazer mergulho.
Gostámos especialmente de Chaloklum, por ser uma vila piscatória e nos parecer mais local e a vida um pouco mais barata.
Srithanu é a zona dos hippies e das pessoas que estão interessadas em yoga, espiritualidade e desenvolvimento pessoal. Esta zona é conhecida pelo movimento "consciente" e existem também vários grupos onde colocam os eventos que acontecem na ilha ligados a este movimento. São eles:

A zona do centro, Thong Sala, é onde converge, mais pessoas, dado ser a capital da ilha e onde se encontram os grandes supermercados e lojas. É uma zona interessante pela diversidade de pessoas e porque tem bastante vida local, mas não me pareceu um lugar agradável para ficar a dormir, até porque não tem praia.

Fizemos um pequeno vídeo a explicar estas várias zonas da ilha, que pode ser visto no link abaixo:



Alojamento
Queríamos estar um mês na ilha, por isso marcámos as primeiras 4 noites num hotel e depois a nossa ideia era alugar uma mota e andar pela ilha à procura de uma casa. Isto é o que faz a maior parte das pessoas e o que várias pessoas nos aconselharam fazer. 
Acontece que é época alta e nós queríamos ficar mesmo em Srithanu, por isso, quando chegámos ao terreno, percebemos que havia muitos alojamentos esgotados nesta zona, e como gostámos muito do hotel onde ficámos e nos faziam um preço mais barato de 15€/noite se ficássemos por mais tempo, acabámos por ficar.
O hotel pode ser visto neste link.
É um alojamento muito simples, mas que tem piscina e fica mesmo em frente ao mar e na parte da ilha que tínhamos interesse em ficar, já que é onde estão os centros de yoga.

Fomos ainda passar uns dias ao norte da ilha e ficámos alojados num bungalow muito bonito e extremamente limpo em Thong Nai Pan Yai. Neste vídeo fazemos uma visita guiada ao nosso bungalow, muito charmoso, por 15€/noite: https://youtu.be/HSkw7WRrnhY
Partilhamos neste link o alojamento.

Nós usamos muito o Agoda.com para procurar alojamentos na Ásia, já que tem sido o site onde temos encontrado mais oferta e a melhroes preços.
Há ainda vários grupos de facebook onde procurar casa aqui na ilha:


Comida
Em Koh Phangan come-se extremamente bem e ligeiramente mais caro do que no continente. Um prato estilo thai anda entre os 60 e os 100 baht, ou seja, entre os 1,80€ e os 3€. 
Em Srithanu, na área onde estivemos, há várias opções vegetarianas e vegan, já que muitas das pessoas que vêm para esta zona estão ligadas a um estilo de vida saudável e amigo do ambiente.

Fizemos um vídeo sobre os nossos restaurantes favoritos, que pode ser visto aqui: https://youtu.be/p2c-_D6oIfY


O que fazer
Em Srithanu não nos faltou que fazer, dado existe uma diversidade grande de escolas de yoga e atividades e eventos que acontecem simultaneamente.

Existe um site que aglomera praticamente todas as atividades da ilha - https://phangandaily.com/
Existem ainda grupos de facebook, como o Koh Phangan conscious event.

Yoga

Relativamente ao yoga, há 3 grandes escolas de yoga na ilha:
Samma Karuna
Orion Healing
One Yoga

O Samma Karuna e o One Yoga formam professores de yoga, por isso quando há professores de yoga acabadinhos de sair da forno, há aulas gratuitas de yoga para a comunidade. Faz parte do estágio deles oferecerem estas aulas à comunidade, com o intuito de contribuírem e receberem feedback.
Do que percebi, pelo menos na época alta saem novos professores de yoga todos os meses, por isso há aulas de yoga gratuitas mais ou menos duas semanas por mês.

Há ainda outros outros centro de yoga mais pequenos e mais recentes, como o Sunny Yoga, ou o HathaYoga Academy. Este último estava 5 minutos do nosso alojamento e foi onde fui a mais aulas de yoga. Situa-se numa comunidade russa e as aulas são dadas exclusivamente em russo, mas eu achei que foram das melhores aulas de yoga que tive na minha vida! Acho que os russos são muito dados ao perfeccionismo e explicam muito bem todas as posturas! ;)
As aulas eram de 2 horas de duração, muito completas, e por donativo!

Neste vídeo falo mais sobre a experiência da procura de escolas de yoga na ilha:


Onde a comunidade se junta
Todos os dias, ao pôr do sol, esta comunidade de pessoas junta-se na famosa Zen Beach. Há uma vibe muito boa, com música, há pessoas que dançam, cantam, fazem massagens, etc.
Nós fizemos um vídeo de um dos dias em que lá fomos, que pode ser visto aqui - https://youtu.be/eqpD_7iT23U


O que visitar
Bottle beach
Praia de acesso apenas a pé ou de 4x4 ou barco e por isso com menos gente.
Fizemos um vídeo da nossa visita a esta praia - https://youtu.be/zECZbanP_W4

Khao Ra
Este é o ponto mais alto da ilha, de onde se tem uma vista para toda a ilha. Infelizmente acabámos por não ir lá.

Pantip Market
Este mercado acontece ao sábado em Thong Sala e vale a pena principalmente para jantar.

Chaloklum
Gostámos bastante desta vila de vida mais local e piscatória e há um mercado ao domingo a partir do final da tarde. 
Fizemos um vídeo nesta vila que te poderá interessar - https://youtu.be/zF4-gvHzdsE

Thong Nai PanEmbora seja turística, gostámos muito desta vila, por combinar bastante bem a parte mais pitoresca com o turismo e também pela excelente praia!
Fizemos também um vídeo sobre esta vila, que poderás ver em - https://youtu.be/7ztug0J8Mbw

Passeio the elefante
Esta é uma não recomendação!
Embora possa ser tentador fazer um trekking de elefante, é importante estarmos conscientes do que isso implica para os animais. E pensarmos que sempre que damos o nosso tempo e dinheiro para um projeto estamos a financiar essa mesma realidade que queremos ver, ou não, à nossa volta. Por isso a nossa opção de consumo é a maior força que está à disposição de cada um de nós e que é importante que a exerçamos em consciência.

Fizemos este vídeo à entrada de um parque de elefantes na ilha para falar um pouco sobre turismo responsável - https://youtu.be/H6bExjtM59Q

fevereiro 19, 2020

Koh Phangan, uma Ilha Cristal

Koh Phanang é conhecida como uma "Ilha Cristal" com grande poder de cura, já que está situada em cima de uma pedra gigante de quartzo rosa. Pedra que amplia as energias e abre ainda mais o chakra do coração.

Esta ilha é muito especial... Viemos cá parar por referência de uns amigos e agora começo a perceber que eles captaram exatamente o que procurava.
Srithanu, em Koh Phanang, é um lugar inacreditável. Parece uma pequena aldeia de brincar, com pessoas de brincar e motas de brincar. No centro da aldeia há sempre uma azáfama enorme e todas estas pessoas parecem correr numa mesma direção: em busca do amor e da (sua) verdade. Este é um dos pontos do mundo onde vem parar gente à procura essencialmente da espiritualidade e de comunidade.

É impressionante como se junta tanta gente diferente com o mesmo objetivo num lugar tão pequeno. É o que torna este lugar tão diverso, rico e tão especial.

Chegámos à Tailândia há 3 semanas e meia e tenho-me sentido muito feliz aqui na ilha.
De facto para mim viajar é essencialmente ter estas experiências e sentir-me parte de uma comunidade. Não é só o yoga, mas são todas as experiências associadas.
Com os workshops que temos feito, fomos conhecendo pessoas na ilha e agora vou na rua e conheço as pessoas e cumprimento. Esta é a parte que gosto mais! Sentir-me uma local.
Cumprimento as pessoas na rua, já sei onde compro a fruta melhor e mais barata, o restaurante que mais gosto e até já faço de "host" a pessoas que chegam à ilha.
Assim como nós fomos "acolhidos" por pessoas que já cá viviam na ilha, que nos deram dicas de como tudo funcionava, agora também nós fazemos o mesmo com uma amiga de uns amigos que cá veio parar e com uns amigos que estão para chegar na próxima 4a feira.
É muito bonita esta corrente de ajuda que se instala no mundo dos viajantes. Os que estão há mais tempo explicam como funciona aos mais novos e depois os mais novos passam a fazer o mesmo com os que chegam de novo, adicionando a sua experiência pessoal.
E como é bom passar por essas fases todas e sentir que também tenho algo a contribuir com a minha vivência e descobertas aqui na ilha!

Os finais de tarde na ilha são sempre especiais, quer estejamos mais numas de encontro com a comunidade, de dançar, cantar ou fazer um comboio de massagens, quer estejamos mais numas de ficarmos sozinhos junto ao mar ou num concerto de mantras.
Há espaço para todos neste pequeno pedaço de paraíso!

Esta estadia está a despertar várias coisas em mim e a nossa relação como casal deu um passo à frente, abrindo um pouco do véu da panóplia de formas de nos ligarmos connosco e com os outros. Já sinto missão cumprida. Aquilo que cá vinha buscar já o consegui. Acima de tudo colmatou algumas das minhas necessidades, deu-me também algumas respostas e um monte de áreas para trabalhar em casa. TPCs para o desenvolvimento pessoal, portanto!



fevereiro 18, 2020

Participámos num ritual de tantra para casais

Olá! Participámos no nosso primeiro ritual de tantra para casais e contamos aqui no vídeo como foi :)
Há uma ideia generalizada de que o Tantra está ligado ao sexo, mas na verdade abraça todas as dimensões do nosso ser, incluindo não só, mas também a sexualidade.
Neste experiência éramos 6 casais vestidos de vermelho e branco, num ambiente romântico e à luz das velas, a explorarem diferentes formas de contacto e de ligação profunda connosco e com a nossa cara metade.
De facto é muito importante todos os dias criarmos um espaço para cuidarmos de nós próprios e das nossas relações. Porque elas são exatamente aquilo que estamos prontos para lhes dar 💜

Um insight muito bonito que tivemos neste ritual é que quando ambos partilhámos o que mais gostamos na nossa cara metade verificámos que é exactamente aquilo que muitas vezes origina o conflito. O que mais gostamos no outro é exatamente aquilo que mais criticamos no outro. Se calhar porque é aquilo que precisamos de aprender e de cada vez que nos deparamos com essa característica percebemos que ainda não chegamos lá.

Tenho plena consciência de que somos afortunados por podermos fazer esta caminhada juntos 🙏

Saímos desta experiência com a vontade de mantermos estes rituais assiduamente, de nos nutrirmos a nós próprios e às relações mais significativas.

Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!




fevereiro 11, 2020

Descobrimos uma comunidade de apoio espetacular!

Olá! Fomos fazer uma atividade na ilha, desta vez proposta por uma comunidade de apoio, que pretende trabalhar pontos ligados ao tema do amor. Chama-se "The Circle of Lovers", ou seja, o círculo de amor. 
O tema desta sessão é sobre os limites, quais são os limites de cada um de nós. E tu, conheces os teus limites? Sabes exatamente até onde os outros podem ir? 
Não seria espetacular todos termos uma comunidade de apoio destas perto de nós para trabalharmos estas questões pessoais? :) 



janeiro 30, 2020

E a chama acende-se!

Depois de 2 semanas aqui na ilha a fazer yoga, meditação e workshops ligados ao desenvolvimento pessoal começo a sentir o corpo e a mente a regenerarem-se!
Hoje estivemos 3h num "circle of lovers" e venho para "casa" com o coração cheio! Cheio de amor por mim e pelos outros e com a sensação de ter encontrado a minha tribo em mais um lugar no mundo.
É uma sensação de "cheio", de "imenso", que me transborda e a esperança de manter esta ligação presente ao longo da nossa vida mais nómada.
Que gratidão 💓


Raquel Ribeiro. Com tecnologia do Blogger.