julho 13, 2022
O meu novo Projeto: Círculos do Despertar
Neste artigo vou partilhar:
- O que é um Círculo do Despertar?
- Como os Círculos vieram parar à minha vida?
- Facilitadora do Despertar pelo Método Gaya
- Formação de Facilitadores do Despertar
- Comunidade Mulheres em Transição
- O que me apaixona neste modelo e neste trabalho - Círculos do Despertar: Inscrição
O que é um Círculo do Despertar?
Mas há algumas características comuns, que deverão estar presentes em qualquer Círculo:
🍀 Espaço seguro, onde podes ser tu e partilhar a tua verdade, a tua vulnerabilidade
🍀 Espaço de equidade, união, inclusão de todas as histórias e formas de estar na vida, onde não fazemos comentários, nem damos opiniões, muito menos julgamentos
🍀 Espaço de Escuta Ativa, não para respondermos, mas para testemunharmos e sustentarmos a história da pessoa que está a partilhar
🍀 É uma sala de espelhos, onde nos revemos nas histórias partilhadas
O Círculo do Despertar é um espaço seguro de descoberta, onde podemos praticar a comunicação autêntica e escuta ativa. Neste espaço podemos partilhar experiências, aprender mais sobre nós e sobre o outro, desde um olhar empático, de igualdade e liberdade de ser.
Como os Círculos vieram parar à minha vida?
Facilitadora do Despertar pelo Método Gaya
Formação de Facilitadores do Despertar
Comunidade Mulheres em Transição
O que me apaixona neste modelo e neste trabalho
O que mais me apaixona neste modelo é poder ir trazendo o trabalho de desenvolvimento pessoal que vou fazendo em mim, as experiências que vou tendo e influência dos projetos e pessoas que vou conhecendo, para que possam servir a mais pessoas. Poder trazer a criatividade, as paixões, a minha missão e propósito para um contexto de grupo, que por si só é uma grande fonte de poder e de cura.É um trabalho maravilhoso, que imediatamente me apaixonou, porque utiliza uma grande diversidade de ferramentas e apela ao meu lado mais criativo, permitindo-me integrar muitas das minhas paixões e vocações, como a música, a dança, a escrita criativa, a expressão corporal, trazendo a minha necessidade de partilha, de criação de comunidades, de entrega, de amor, de acolher e cuidar...
É um trabalho onde me posso explorar a mim mesma e recriar-me a cada experiência, de cumprir o meu propósito maior, que é ser Amor.
Tribo: O poder da comunidade
E é tão importante termos à nossa volta pessoas que estão a fazer a mesma caminhada que nós e que nos retroalimentam e inspiram! Estar ligada a esta Tribo é fundamental para me sentir conectada com o meu lado inspirador e criativo!
A comunidade tem um dos maiores poderes milenares, que nos fomos esquecendo, enquanto sociedade. Está na hora de o resgatar, para que nos possamos unir e criar o mundo que queremos ver dentro de nós e à nossa volta.
🫶 Círculos do Despertar: Inscrição
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julho 08, 2022
Retiro Morrer para Renascer, com Inês Gaya
Olá, bem-vindos! Escrevi este artigo para partilhar a minha experiência como participante num retiro de 3 dias da Inês Gaya, cujo tema foi centrado no processo de morte e de renascimento, de cada vez que queremos largar algumas partes de nós, para abraçarmos o novo, novas versões de nós mesmos.
Basicamente, a Morte e o Renascimento significam aqui um Processo de Transição Interior e eventualmente de Mudança de Vida.
Este retiro aconteceu na maravilhosa Quinta Carvalhas e foi exclusivo para alunos do Gaya Circle - Facilitadores do Despertar, uma formação que tenho estado a fazer para me ajudar a organizar, conduzir e facilitar retiros e círculos de partilha e de cura em grupo.
Este retiro aconteceu no quarto mês da nossa formação de Facilitadores do Despertar e foi um culminar de toda a transformação que temos vindo a fazer ao longo destes meses.
Círculos do Despertar
Se quiseres saber mais sobre esta formação, recomendo-te leres o artigo Raquel Círculos do Despertar e se te quiseres inscrever num próximo círculo que eu organize, por favor preenche os teus dados no Formulário de Inscrição para Círculo do Despertar.
Neste artigo vou partilhar:
- O Tema do Retiro: Morrer para Renascer
- A Viagem e os meus Insights
- O que aprendi com esta experiência
- Então o que preciso de deixar morrer e de libertar?
- É fácil acusar um projeto ou uma pessoa da nossa "morte"
- A morte não é necessariamente um lugar de medo e de dor
- Precisamos de nos render para crescer - Conclusão e Agradecimentos
1. O Tema do Retiro: Morrer para Renascer
Só quando chegámos ao retiro é que ficámos a saber que o tema era sobre a Morte e Renascimento, e não podia ser mais ajustado à realidade de transformação que temos vindo a fazer. Era mesmo necessário largar algumas partes de nós, para acolhermos a mudança e novas versões de nós mesmos. E não podia estar mais alinhado com o tema que mais me apaixona na vida: a Transição Interior, a Mudança de Vida.
O Método Gaya
O Método da Inês Gaya utiliza como base a premissa de que "só conseguimos levar alguém aonde nós próprios já fomos". Ou seja, podemos ter muito conhecimento sobre um tema, mas só conseguimos converter esse conhecimento em sabedoria quando realmente experimentamos e vivenciamos na nossa pele o processo de transformação inerente.
Por esta razão, é um método onde, antes de tudo, somos convidados a viver uma intensa jornada de transformação pessoal, e é com base nessa vivência que poderemos vir acompanhar e facilitar a jornada de transformação de outras pessoas.
Este método utiliza muito os rituais, com mensagens fortes e impactantes que falam diretamente ao nosso coração, ao invés de analisarmos e de racionalizarmos o nosso processo de mudança interior. Não descurando essa parte mais analítica, que é importante, tenho percebido que por mais que entendamos a razão que nos leva a ter determinados pensamentos e comportamentos, se o nosso coração e as nossas emoções não estiverem alinhadas nesse mesmo sentido, não vamos conseguir uma mudança efetiva na nossa vida.
Este retiro focou-se exatamente neste processo de morte de nós mesmos, para o renascimento de uma nova versão de nós, utilizando experiências muito variadas, desde rituais, música, expressão corporal, trabalho de respiração, constelações, meditações guiadas, momentos de partilha, entre outras.
2. A (minha) Viagem e os meus Insights
O que aprendi com esta experiência
Honrar os nossos antepassados
Como não há nova versão de nós mesmos sem olhar e honrar a nossa versão anterior e os nossos antepassados, começámos por trazer ao círculo a presença dos nossos pais, dos nossos avós e bisavós, que de alguma forma estão muito presentes na vida que temos hoje. Pelas suas histórias, projetos sonhados e interrompidos, que nos trazem tantos padrões que adotamos como nossos, quando na verdade foram-nos apenas passados. Cada um de nós tem o poder de escolher, conscientemente, o que quer e não quer levar consigo para o seu caminho. Como peregrina, trago muitas vezes a analogia da minha experiência de fazer os Caminhos de Santiago. É uma revisão "da nossa mochila" que podemos fazer de tempos em tempos, tal como quando fazemos uma arrumação geral da nossa casa de vez em quando.
Fizemos um ritual de perdão aos nossos antepassados, onde de alguma forma me consegui conectar com a minha mãe, que faleceu há 8 anos, e fazer de novo uma despedida amorosa.
Honrar o masculino e o feminino
Neste processo de perdão incluímos também um ritual de perdão ao masculino e feminino.
Nunca fui muito ligada às causas da igualdade de género e sempre achei a minha família muito emancipada, não sentindo muito na pele essas desigualdades. Mas agora enquanto adulta tenho uma visão diferente. Às vezes são questões tão subtis que nos foram passadas, que nem damos conta.
É difícil resistir a essa arrogância que nós, mulheres, muitas vezes temos para com os homens. Uma reação que veio, claro, pela repressão que sofremos nas gerações passadas, e que agora queremos mostrar que somos fortes e que não precisamos deles para nada.
Lembro-me que durante vários anos, o meu desporto favorito era ganhar corridas de karts aos homens. Quando eu tirava o capacete e viam que tinha sido uma mulher a ganhar a corrida, eu ficava cá com um ego inchado! Até que houve um dia que um homem me venceu: o Daniel, hoje meu companheiro de vida 😄💖
Eles também trazem muita carga em cima, de uma figura que tem que revelar poder e força quanto baste, sem ser em demasia, senão rapidamente passam por "broncos machistas". "Homem não chora", "Homem não pode mostrar as suas fragilidades, senão não é homem"...
Compreender a necessidade de empoderamento das mulheres de hoje, é compreender a necessidade de vulnerabilidade dos homens.
Muitas feridas e mal entendidos se vêem nas relações de hoje, que vêm de tantas crenças que temos! Que não são nossas... E que representam os desequilíbrios que vivemos dentro de nós mesmos, entre a vontade de dar e o merecimento de receber, entre a vontade de conduzir e controlar e a maravilha que é entregar-me e vulnerabilizar-me!...
Dentro de cada um de nós existe um homem e uma mulher, que esperam ser vistos, respeitados e amados por nós mesmos.
Confesso que nunca me dediquei muito a este tema, mas acho-o fascinante e por isso ainda este mês vou participar num retiro só dedicado ao tema do Sagrado Masculino e Feminino.
Honrar o dar e o receber
Durante os exercícios notei em mim dificuldade em receber. Um desconforto. Para mim é muito mais natural e confortável dar e fazer acontecer. Como eu costumo dizer, "se ficar a dormir não acontece nada".
Isto é bonito de se dizer, fica bem, mas é apenas para fora. Cá dentro gostaria bem mais de estar num lugar em que aceito que posso receber, que mereço esse carinho e esse cuidado e desfrutar, sem culpa e sem comparações. Às vezes isso é possível, outras vezes não. A seu tempo, no caminho para esse equilíbrio...
Vi neste exercício como equilibrar estas energias do masculino e do feminino pode ser tão importante dentro de cada um de nós.
Então o que preciso de deixar morrer e de libertar?
Num primeiro momento do nosso processo de morte, foi-nos questionado o que é que cada um de nós precisava de libertar e eu senti que é uma parte da vida que construí nos últimos 8 anos. Uma vida que construí com muita liberdade, muito amor e em consciência, que me fez muito sentido durante vários anos, mas que agora precisa de ser transformada em algo diferente. Abre-se uma nova fase de exploração e uma vontade de experimentar novas versões de mim.
E estou feliz por poder partilhá-las contigo, por te levar comigo neste meu voo de transformação!
Começando por anunciar o meu novo projeto: Círculos do Despertar, que consiste em facilitar o processo de despertar e de transformação de outras pessoas.
Foi escrito depois de terminado este retiro, num verdadeiro acto de renascimento 💖
É fácil acusar um projeto ou uma pessoa dessa nossa "morte"
Dei conta que nestes períodos de mudança interior é muito fácil acusar um projeto ou uma pessoa dessa nossa "morte". É o trabalho que já não nos motiva, é a relação amorosa, é o projeto onde estamos envolvidos, ... E pensamos que se sairmos desse trabalho, dessa relação, desse projeto, ou que se nos sair o Euromilhões vamos ficar com os nossos problemas resolvidos.
Mas essa parte terrena é apenas uma cara, uma representação material que nos liga àquela experiência. Na verdade, o que queremos mudar é a nossa presença nesses contextos. É a forma como estamos e como lidamos connosco e com os outros. Queremos uma nova versão de nós, e é bem difícil fazê-lo, porque a dinâmica tem uma força tal, que já se faz automaticamente sozinha, e se queremos fazer diferente, sabemos que vai ser um caminho exigente e que vai ser para toda a vida. Mas que vai ser altamente compensador e único, porque é o caminho da nossa verdade!
A morte não é necessariamente um lugar de medo e de dor
Neste retiro pude lembrar-me que a morte e os períodos de transição de vida não têm que ser vividos com sofrimento. A minha mãe tinha-me ensinado isso quando teve uma experiência de quase morte, em que sentiu uma paz imensa. O pior, disse-me ela na altura, foi o regressar à vida, com as dores no corpo que tinha.
Os nossos processos de transição de vida poderiam ser muito mais prazerosos se nos víssemos merecedores da nossa própria evolução, se pacificamente aceitássemos o medo que todos sentimos do que podemos perder quando damos um salto e arriscamos no escuro. Na verdade, só morre em nós aquilo que já não nos faz falta. E do outro lado desse salto só conseguimos encontrar aquilo que verdadeiramente somos, a nossa Essência, o Amor.
Por experiência própria deste processo de transição de vida, posso dizer-vos que depois desse salto vem um sentimento de alívio, de paz e de completude. Eu sinto-me feliz e completa só pelo facto de existir, sem fazer mais nada. Estar comigo é suficiente e nada mais importa.
E de repente, puf! Está tudo cá dentro de nós! Nós somos e temos tudo o que precisamos e esquecemo-nos tantas e tantas vezes disso...
E é nesse preciso momento que a pequena borboleta solta as suas amarras e está pronta para sair do seu casulo e voar! 🦋
Tudo se trata de fé, de confiar na vida, de confiar que a vida é amor, mesmo quando sofremos. Porque a dor traz evolução, traz luz, traz novas versões de nós, traz coisas que nunca imaginávamos vir a viver e sentir. A dor pode trazer realmente magia na nossa vida, se nos permitirmos viver a experiência com o nosso coração aberto.
Há uma frase da Maria Gorjão Henriques que gosto muito: "a dor é inerente à nossa condição humana, todos sentimos dor, mas convertê-la em sofrimento é uma escolha nossa". E eu acrescentaria aqui a frase da Inês Gaya: "transformar a dor em dom".
Então esta é a nossa escolha, todos os dias, de transformar a dor em sabedoria e em dom.
Escrevo isto, para que me possa também lembrar nos momentos em que me esqueço e me deixo levar pelo sofrimento.
Ter dor é estar vivo e uma vida em que nos sentimos vivos é uma vida com uma paleta completa, com todas as cores. É uma vida rica!
Precisamos de nos render para crescer
O nosso lado masculino está exacerbado, é preciso dar espaço à doçura e à vulnerabilidade.
Apesar de neste texto estar a expor alguma da minha vulnerabilidade, eu cresci também num espaço onde mostrar a minha vulnerabilidade era perigoso, era um sinal de "presa à vista".
Muitas vezes fui gozada, passada por cima, por ter exposto a minha vulnerabilidade. E ainda hoje isso continua a acontecer de vez em quando. A questão é que eu, ao vulnerabilizar-me, estou a permitir-me crescer, e são mais as pessoas que se juntam a mim a vulnerabilizarem-se do que as que se juntam para ridicularizar. Porque eu acredito que a vulnerabilidade, quando vem de um lugar centrado e consciente, baixa as armas. As nossas e as de quem está à nossa volta. E muda o mundo!
Precisamos de nos render para crescer. Render ao que pensamos que a nossa vida e a vida dos outros deveria ser. Não sabemos tudo e não faz mal. É o que não sabemos que nos permite evoluir e sermos melhores. Desfruta desta experiência de aprendizagem, deste não saber, desta curiosidade da vida! Se nos permitirmos, a vida surpreende-nos!
E se estás ainda a ler este texto é porque te identificas, é porque há algo em ti que também se quer vulnerabilizar e sair cá para fora. Não há processo de cura, de libertação sem essa vulnerabilização. É isso o que nos faz crescer e evoluir para outros patamares. É o teu momento de te renderes!
Escreve uma mensagem a quem / ao que te precisas de render e/ou perdoar. Entrega-a a essa pessoa, ou simplesmente guarda-a para ti e queima-a uns dias depois como sinal de transmutação. Este é um pequeno exemplo do poder dos rituais.
3. Conclusão e Agradecimentos
Largar a imagem de guerreira
Desejo que este texto que escrevo reflita esta permissão de estar num olhar curioso sobre a vida, de estar aberta a uma nova versão de mim, num lugar de curiosidade, libertação e de aceitação do que vier.
Agradecimentos
Como diz o meu amigo Victor Valdemar, que facilita círculos de homens, "este é apenas o início de uma viagem, onde nos iremos cruzar muitas vezes, neste trabalho de espalhar pó de estrelas, brilhos de fadas ou simplesmente agitar e espicaçar consciências adormecidas".
Ou como diz o Pedro Rodrigues, que de forma muito doce cofacilitou esta viagem com a Inês, "gratidão a todos os que formaram este circulo lindo, que transformaram dor em amor, tristeza em alegria, máscaras em verdade, medos em coragem de ser, e por estes dias se permitiram ser em essência."
Sabe bem estar neste processo de autodescoberta convosco, em comunidade. Grata a todos os que participaram nesta intensa jornada e em especial à Inês Gaya e ao Pedro Rodrigues, que conduziram esta grande viagem com muito amor, ajudando a transformar cada lágrima em cura.
Grata ainda ao Pedro pelo registo fotográfico. Todas as fotografias deste artigo foram facultadas por ele 🙏
Grata a ti, por leres as minhas epifanias e grata a mim por tê-las escrito. São, antes de tudo, um exercício de integração e de inspiração para mim 🙏
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InterPlay: O que é que o teu corpo te diz?
Comecei o dia com um círculo de InterPlay, uma ferramenta que nos ajuda a explorar a criatividade e novas possibilidades através do movimento corporal, story telling e do som.Este evento gratuito faz parte do círculo mensal da GENOA (Global Ecovillage Network Oceania & Asia), que acontece todas as luas cheias, com o intuito de nutrir o nosso bem-estar e a paz no mundo.
Estiveram presentes pessoas de todo o mundo e eu fiz par numa atividade com uma pessoa que vive numa ecoaldeia na Austrália.
Foi espetacular 🤗
Comecei a reparar que muitas vezes, ainda assim, era difícil chegar a uma decisão. A decisão lógica e racional levava-me para um lado, mas a excitação e o entusiasmo levavam-me para o outro. Outras vezes era uma névoa. Dava tantas voltas à cabeça e quanto mais pensava, mais confusa ficava. Já nem sequer sentia atração ou repulsa por nenhum dos dois lados.
A falta de resposta na mente tem-me feito ir à procura de outras formas de me ouvir, nomeadamente o corpo. Estamos tão habituados às palavras e o corpo diz tão mais sobre nós! (E olha que eu falo pelos cotovelos 😅)
Hoje começo a perceber que quando penso numa coisa que me dá uma volta na barriga, aumenta-me o ritmo cardíaco, deixa-me excitada ao mesmo tempo com medo, envergonhada, e a minha mente diz "acalma-te, isso era muito fixe, mas não é assim tão fácil, isso não é para ti". É sinal de que é ali que está a minha paixão, a minha oportunidade de crescer e de viver a vida no seu potencial. Independentemente das razões mais ou menos lógicas, o meu caminho é por ali.
A partir daí é ir dando passos nessa direção. Os passos que forem mais confortáveis dar naquele momento da minha vida. Dificilmente me atiro de cabeça para alguma coisa, mas a vida faz o trabalho de constantemente me mostrar o caminho do meu coração, seja através de sentimentos de vazio, de dúvida e dilema, de frustração, ou de sentimentos de excitação e de luz, oferecendo a oportunidade de, a cada momento, dar mais um passinho na sua direção.
O segredo é sermos gentis para connosco e nunca nos abandonarmos a nós e aos nossos sonhos. Seguir o coração é uma grande arte, que para a maior parte de nós é uma aprendizagem para toda a vida.
Contentamo-nos com aquilo que nos é dado, pensando que a vida é difícil, é dura, e há um sacrifício adjacente. E a vida é apenas uma dança, que pode ser divertida, leve e criativa. Tudo depende da forma como a escolhemos dançar...
O que é que o teu corpo diz ao ler este texto? Notas alguma reação? Traz borboletas na barriga? Que imagens ou sentimentos foram despoletados? O que querem eles dizer sobre ti e sobre o que ainda queres fazer?
Pára uns segundos e escuta. O teu coração está a falar contigo 💕
"Play is a deceptively simple, yet powerfully transformative activity. It happens in an atmosphere of high appreciation and low expectations. Time slows down by the virtue of being present in our bodies and present to each other and in this newfound spaciousness stress dissolves, our conditioned reactivity is held and we are curious and playful again. Our innate creativity comes alive and we experience ourselves as storytellers, musicians, dancers and poets. As Creators, not only consumers of art.
We open and improvise; we pause, breathe, not-know and meet what is given in a new way.We create future, not just repeat the past.
This 1hr session will give a taste of InterPlay while exploring the theme of Belonging through simple body-based forms of movement, sound, and story. Incrementally and with ease."
More about InterPlay:
https://vimeo.com/392796580
https://www.interplayaus.com.au/
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Um beijinho e um dia feliz 💫
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Um beijinho e um dia feliz 💫
Encontramo-nos no próximo devaneio inspirador 😉
abril 14, 2022
O Trabalho Remoto como oportunidade para jovens em contexto de vulnerabilidade social
Através do projeto Isla Remota, eu e mais duas amigas fomos dar um workshop sobre Trabalho Remoto aos utentes duma Associação Social e Cultural na Gran Canaria.
Nós escolhemos colaborar com a TribArte, mais especificamente no seu projeto DandoconlaTecla, que se centra na formação de jovens que estão fora do circuito formativo, com diferentes ferramentas pessoais e digitais, que lhes permitam reintegrar-se novamente e procurar emprego. A ideia é então conectar com trabalhadores remotos e nómadas digitais, abrindo o véu para novas possibilidades de emprego remoto.
O projeto Isla Remota encantou-me desde o início, pela sua missão, até porque duma forma geral, vê-se muita carência social e tecnológica nas ilhas. Uma das coisas que me vim apercebendo é que é comum os jovens e a população em geral não saber falar Inglês e isso é um factor extremamente limitante nos dias de hoje, especialmente com a elevada taxa de desemprego jovem que existe na Gran Canaria.
Os nossos objetivos
O nosso objetivo neste evento foi o de passar a ideia de que para se ter um trabalho remoto, pela internet, não é necessário ter uma formação especializada em informática, que existem muitas atividades que se podem fazer online. Ao mesmo tempo que fomos passando a nossa visão de vida, que é rica em experiências com pessoas e culturas e, ao mesmo tempo, muito leve em termos materiais.Foi uma experiência de imenso valor para nós podermos conectar com os sonhos e ambições destes jovens, com o estilo de vida que procuram, com os seus desafios, e deixar ali um espaço em aberto para começar a desenhar este projeto de vida. O projeto de cada um.
Descrição da atividade
Descrevendo mais em pormenor a atividade, começámos com uma dinâmica que nos ajudou a mapear o lugar em que estes jovens se encontram em relação à profissão que querem ter no futuro, se já conhecem pessoas que estejam nessas profissões, que estilo de vida procuram, etc.A importância das experiências de educação não formal: o voluntariado
Falamos na importância das experiências de educação formal, como os cursos e a universidade, que nos abrem imenso a mente, mas neste contexto sobretudo focamo-nos na importância das experiências não formais, como por exemplo o voluntariado, de experimentar executar as tarefas inerentes à profissão que queremos desempenhar, porque só experimentando é que realmente sabemos como é o dia-a-dia de cada profissão.A importância de nos relacionarmos com pessoas que estão no lugar onde queremos chegar
Falamos ainda na importância das ligações, de falarmos com pessoas que têm experiências diferentes, que nos abrem a mente a novas realidades e perspetivas, e também da importância de nos entrusarmos nos meios onde queremos viver e participar. A melhor forma de nos tornarmos em algo que queremos é relacionarmo-nos com pessoas que são o que queremos ser. Muito mais facilmente iremos aprender com ela e tornarmo-nos como elas.Mapa dos sonhos e das dificuldades
Falamos muito de paixões, de vocações e profissões de sonho, mas também de dificuldades. Mapeamos a situação atual deste grupo e percebemos como o dinheiro é um entrave tão comum entre todos. E percebemos que existem duas opções: uma é pensar em formas de ganhar mais, outra é pensar em formas de gastar menos, renunciando muitas vezes ao consumismo que tantas vezes nos assalta.E questionámo-nos, ainda, sobre quanto dinheiro precisamos para concretizarmos os nossos sonhos. Será que o dinheiro é mesmo o maior limitador da nossa ação?
O Projeto de Vida
Deste mapeamento resultou um trabalho interessante que levaram para casa, com a sugestão agora de se juntarem novamente e se entreajudarem, para fazerem um projeto de vida. Pensando no objetivo final e nos pequenos passos a concretizar até lá.Conclusão da experiência
Eu confesso que adorei a experiência! Como sabem, no passado trabalhei durante vários anos com jovens em situação de vulnerabilidade social e voltar a fazê-lo compilando agora outras experiências que fui tendo ao longo dos anos é maravilhoso! É como se honrasse todo o caminho para trás e o integrasse numa só Raquel 🦋
Isto faz-me lembrar que muitas vezes colocamos demasiada pressão nos cursos e na profissão que queremos seguir, como se tivesse que ser para a vida toda, e esta etapa é apenas o início duma jornada de evolução a que nos propomos.
Para além disso, reunir pessoas com um objetivo em comum e trabalhar em grupo faz-me sentir como um peixinho na água. Adoro as sinergias que se criam quando trabalhamos em grupo, quando partilhamos experiências a partir da voz do nosso coração! A tendência para o individualismo e para a competição tem-nos dificultado tantas vezes a vida e nestes momentos percebo o poder de um grupo e a oportunidade que nos oferece de crescermos e irmos muito mais longe, juntos!
Grata à TribArte, Isla Remota e Talleres Palermo, às minhas colegas Sara Silva e Melody por este momento de crescimento coletivo 🙏Lê o feedback da TribArte sobre esta palestra.
Lista de recursos
No final facultamos uma lista de recursos online, desde artigos com exemplos de profissões remotas que se podem ter, a sites onde podem fazer cursos gratuitos online, e onde se podem encontrar oportunidades de trabalho remoto. Deixo-te aqui alguns exemplos desses recursos:Vídeo da Remote Portugal: O que fazem os nómadas digitais?
https://www.edx.org
https://www.udemy.com


















