novembro 10, 2021
Nomadismo Digital nas Universidades de Turismo
Sabias que já se fala de Nomadismo Digital nas Universidades de Turismo?
Fui convidada a falar sobre este novo mercado turístico e os seus impactos nas comunidades locais numa aula da Universidade Lusófona e foi muito gratificante poder contribuir com a minha experiência e visão no Turismo Responsável.
Hoje de manhã estive como oradora convidada numa aula da Universidade Lusófona, na cadeira de Sociologia e Antropologia do Turismo, a falar sobre o Nomadismo Digital como um novo mercado de turismo. Pediram-me para falar nas diferenças entre este tipo de viagem e a viagem de lazer mais convencional, e como interagir com pessoas na comunidade local pode trazer riqueza à nossa experiência e impactar as próprias comunidades locais.
Foi uma experiência significativa para mim, porque quando li o programa percebi que a professora da cadeira estava focada nas questões do Turismo Responsável e talvez por isso tenha chegado até a mim. Foi um privilégio e um sentimento de estar a cumprir a minha missão ao ter tido a oportunidade de falar sobre um dos temas que mais me apaixona e ter podido lançar mais umas linhas nesta rede que nos une a todos por um futuro melhor!
Fiquei muito feliz por saber que estes temas estão a ser trabalhados no ensino superior, não só do nomadismo digital duma forma geral, mas dos impactos nas comunidades que esta nova tendência já está a trazer. Estou muito grata por poder dar o meu contributo e partilhar a minha visão daquilo que tem sido a minha experiência.
Viver novas experiências e partilhar novos estilos de vida e alternativas que vou encontrando é a minha maior missão, porque o mundo é gigante e está cheio de oportunidades de crescimento! E quando comunico para uma palestra sinto-me como um peixinho na água, no meu elemento mais essencial! Sinto-me realmente a mudar o mundo e a sensação que eu tenho é que somos cada vez mais a querer um mundo melhor e a pensar no que cada um de nós pode fazer em relação a isso. Sinto que as pessoas saem inspiradas a serem melhores pessoas e isso é muito bom 🥰🥰🥰
Estou muito feliz! Sinto que estou a cumprir o meu propósito, a minha missão 🙏
Há tantas formas de se viver a vida, que não temos que viver daquela forma que nos foi incutida. Podemos e merecemos procurar a vida que cada um de nós deseja ter, a cada momento da nossa vida!
Beijinhos e abraços e sejam felizes!
Encontramo-nos na próxima história 😉
Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
Overtrail.com
novembro 08, 2021
Escola Pública Ensino Alternativo nos Açores
Sabias que existe uma escola pública de ensino alternativo na ilha de São Miguel?
Na tour que fizemos à volta da sustentabilidade, fomos visitar a Escola Novas Rotas. Tivemos uma visita guiada pelas famílias da A Pequena Grande Casa e da Quinta do Bom Despacho , já que os seus filhos frequentam esta escola.
É uma escola sem turmas, sem aulas por disciplina e com uma organização escolar diferente do convencional.
Segue o currículo escolar nacional e todos os momentos de aprendizagem estão identificados com correspondência para o mesmo, mas o aluno é livre de investigar os tópicos de várias maneiras e de avançar nos mesmos ao seu ritmo, por isso naturalmente um aluno pode estar no 6° ano numa área de conhecimento e no 4° ano numa outra área.
Os professores são vistos mais como mentores e orientam no cumprimento dos componentes curriculares.
Os alunos têm assembleias e tomam decisões importantes na escola. São ainda responsáveis por estabelecerem as regras de convivência, bem como resolverem problemas ou situações de conflito.
Há quadros nas salas onde eles colocam o que querem aprender e quando.
Desde cedo são responsáveis por encontrar o seu método, plano e ritmo de estudo. Com certeza estarão mais bem preparados para trabalharem no futuro sem supervisão, ou nos seus próprios projetos, ou remotamente para outras empresas.
Resta dizer que dado ser uma escola pública, todo este sistema de ensino está homologado e é reconhecido, pelo que qualquer criança que saia desta escola tem um diploma igual a ter frequentado qualquer outra escola.
Este modelo assenta nos pressupostos da Educação Holística e inspira-se na Escola da Ponte, em Santo Tirso. Se ainda não conheces, podes contactá-los e agendar uma visita. Eu visitei as duas escolas e realmente abriu-me os horizontes e aguçou-me o espírito crítico!
"Be the change you want to see in the world!" 🙏🌼
Beijinhos e abraços e sejam felizes!
Encontramo-nos na próxima história 😉
Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
Overtrail.com
novembro 06, 2021
Off Grid Tiny House nos Açores
Fomos visitar um casal que construiu a sua própria tiny house on wheels!Na tour que fizemos em São Miguel à volta da sustentabilidade, fomos visitar um casal com dois filhos, que construiu a sua própria tiny house on wheels, uma casa sobre rodas, completamente off grid, ou seja, sem ligação à rede de água, esgoto, ou eletricidade.
Eles abriram-nos as portas e mostraram-nos como tudo foi feito e como é possível viver desta forma.
Recolhem a água da chuva, que depois passa por um sistema de filtragem. A eletricidade é solar e a casa de banho é de compostagem húmida. Até hoje eu só conhecia as casas de banho secas (parecidas com o antigo buraco no chão nas aldeias), que funcionam por um processo de compostagem seco. Mas este processo é diferente, a sanita é normal, funciona com água, mas depois utiliza a compostagem com vermes, que posteriormente é utilizada para a fertilização da terra.
Um ciclo, no qual se aproveita todos os recursos, sem desperdício.
Já viste ou utilizaste uma casa de banho seca? E de compostagem húmida?
E sabem duma coisa engraçada?
Foi por termos visto a reportagem inspiradora deste casal na TV no ano passado, que se proporcionou fazermos a reportagem com a RTP este ano: Geração Nómada RTP, no Linha da Frente.
Quem quiser seguir esta família, pode fazê-lo através da página de Instagram A Pequena Grande Casa.
Que coincidência e privilégio virmos dar com eles na nossa viagem aos Açores... 🙏
Beijinhos e abraços e sejam felizes!
Encontramo-nos na próxima história 😉
Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
Overtrail.com
novembro 04, 2021
Quanto custa viver numa autocaravana?
Então e ser Nómada Digital é uma estilo de vida caro? Quanto custa viver numa autocaravana? 🤔
Depende das necessidades e escolhas de cada um. Eu diria que há para todos os gostos!
Nós os dois, a vivermos na nossa autocaravana, gastamos entre 400€ a 450€/mês. Estou a incluir despesas com gasóleo, seguro, manutenção e inspeção da carrinha, supermercado, gás, telecomunicações, restauração, lazer e responsabilidade social (donativos a projetos).
Claro que se alugarmos apartamento em vez de estarmos na autocaravana, o custo aumenta. Por isso mesmo é que muitas vezes tomamos conta de casas e animais em regime de House & Pet Sitting 🏠🐾
Mas uma das vantagens de se poder trabalhar pela internet é poder optar por se viver em locais do mundo onde a vida é mais barata e, claro, onde faz mais sol em cada época do ano 😎
Se ainda tens dúvidas sobre o que é exatamente um nómada digital, convido-te a espreitares o meu artigo Ser Nómada Digital é uma Profissão?
O que te parece este valor, para os teus padrões de referência?
Caro? Barato? Ajustado?
Beijinhos e abraços e sejam felizes!
Encontramo-nos na próxima história 😉
Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
Overtrail.com
novembro 01, 2021
A minha Experiência com Aqua Sound Healing, nos Açores
Experimentamos Aqua Sound Healing e adorámos!
Eu já tinha assistido a concertos de sound healing, com taças tibetanas, e tinha adorado. Sempre que ouço os sons das taças tibetanas fico tão relaxada que "passo pelas brasas", e na água não foi diferente!
O Aqua Sound Healing refere-se à cura através do som. Foi a vez então de experimentar esta terapia dentro das águas termais da Ferraria, na Ilha de São Miguel, Açores.
Começamos por fazer vários exercícios dentro de água. Um de nós flutuava e o outro cuidava de nós. Transportava-nos para outras áreas da piscina, evitando que batessemos nas margens, mexia nos nossos braços e pés, massajava-nos, rodava-nos, etc. Super relaxante!
No final fizemos um exercício em grupo e entrelaçamos todos as pernas uns nos outros, flutuando em círculo. O terapeuta colocou uma taça tibetana em cima de cada um de nós e deu um concerto com as taças.
Adormeci a flutuar na água 🥰
Acho que o exercício mais poderoso foi quando o nosso parceiro nos rodou, encolheu e pegou em nós como se fôssemos bebés, mas dentro de água. Senti-me no ventre da mãe!
E porque temos os ouvidos sempre debaixo de água só ouvimos o silêncio e sentimos as vibrações na água.
Quando penso na sensação de paz e de segurança é exatamente este o som e o ambiente que me vem à cabeça.
Achei uma excelente terapia para trabalhar a harmonia, a confiança e a conexão numa relação de casal ou mesmo de grupo 🙏
Para quem quiser saber mais, esta experiência foi feita pelo Nuno da Almond3 therapies.
Beijinhos e abraços e sejam felizes!
Encontramo-nos na próxima história 😉
Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
Overtrail.com
outubro 09, 2021
O meu Caminho de Santiago a Finisterra
Mais uma partida, mais um recomeço, mais um troço dos Caminhos de Santiago 🚶
Desta vez com a minha querida amiga Sara dos No Footprint Nomads.
Depois de ter feito o Caminho Português da Costa há cerca de um mês, venho completar a rota até ao fim do mundo, Finisterra. Começámos em Santiago de Compostela e seguimos o "curso do sol até aos confins da terra", Finisterra, conhecido como o fim do mundo, um lugar onde se acreditava que as almas ascendiam ao céu.
Bora lá para mais uma aventura e mais uns kms nos pés 👣👣
Sabe mais sobre a minha experiência pelo caminho português, bem como dicas para a tua preparação para o Caminho de Santiago, em O meu Caminho a Santiago de Compostela.
Diário de bordo:
Dia 1 - Santiago a Negreira (24 km)
Fomos de bus até Santiago de Compostela e antes de começar a caminhar fomos diretas ao Bar La Tita, comer a melhor tortilha de Santiago 😋
Não sou especialista em tortilhas, mas acho que o segredo está no ovo. Estava divinal!
Os meus roteiros têm sempre uma componente gastronómica, já que comer é uma das maravilhas da vida 😋😅
Levo o meu googlemaps aberto e próximo da hora do almoço vou pesquisar as tasquinhas com melhor pontuação e ver também que restaurantes fazem menu do peregrino. Aproveito e faço uma paragem maior ao almoço.
Ao jantar como algo leve tipo sandes, que compro no supermercado, porque deitamo-nos cedo e não vale a pena encher o bandulho para ir dormir a seguir. Este é um dos pequenos hábitos que tenho que acho que me ajuda a dormir melhor e a não engordar.
Começamos então a primeira etapa em Santiago. Caminhamos cerca de 24km até Negreira.
Foi uma etapa com uma mistura de estrada de cimento e floresta, com algumas subidas.
Passamos por vilas muito bonitas, com casinhas em pedra, mas sem dúvida que a mais bonita de todas foi Ponte Maceira, com uma ponte antiga, capela, brasões e casas recuperadas a rigor. Esta vila é considerada como uma das mais bonitas de Espanha. Não sei se conhecem, mas existe uma associação com site chamada "los pueblos mas bonitos de espana" que destaca as vilas espanholas mais bonitas, segundo um conjunto de critérios que é revisto frequentemente. Vale muito a pena espreitar e fazer uma rota passando por estes pontos, porque são vilas lindíssimas!
Como começamos a caminhar só de tarde, já chegamos ao albergue ao final do dia. Por azar era feriado em Negreira, por isso não havia supermercados abertos e apenas alguns cafés e restaurantes. Comemos uma refeição leve e fomos para o albergue fazer a nossa rotina diária de chegada: tomar banho, lavar a roupa e fazer uma massagem aos pés.
Caminhamos durante o dia para sentirmos o privilégio que é ter um banho de água quente e fazer uma massagem aos pés. Depois de um dia de caminhada sabe tudo às mil maravilhas!
O tempo esteve maravilhoso e seguimos juntos para o segundo dia 😊👌
Dia 2 - Negreira a Lago (29,47km)
Começamos a caminhada tarde, porque queríamos ir ao supermercado logo de manhã e só abria às 9h30. Tomamos o pequeno almoço e marchamos.
O segundo dia foi bem mais puxado, com quase 30km de caminhada e cerca de 400m de desnível, mas muito bonito, especialmente os primeiros 10km. Muita natureza e monte e muita inspiração!
Eu e a Sara tivemos um grande momento de inspiração juntas, um insight que nos ajudou imenso a integrar várias peças da nossa vida que pareciam estar soltas e ali, no meio daquela natureza, fez-se luz e clarividência nos nossos caminhos da vida.
Abraçamo-nos, rimo-nos muito e filmamos o nosso insight, para não nos esquecermos do que descobrimos juntas.
Atrás de nós vinham duas peregrinas mais velhas, espanholas, da Corunha, e explicamos-lhes o que tinha acontecido. Elas responderam: "é disto que se trata o Caminho". Eu estava numa grande inspiração e foi o momento mais alto do meu dia 🥰
No primeiro dia conhecemos umas alemãs que estão a fazer o Caminho desde França e vão com mais de um mês a caminhar e à volta de 800km nas solas. Isto sim, é desafio! Uma delas é a primeira vez que está a fazer o Caminho. Grande estreia, hã?
No segundo dia conhecemos um italiano muito simpático, que veio do Caminho Primitivo e disse maravilhas! Acho que vai ser o meu próximo Caminho 😉
Mais para o final da nossa rota a paisagem mudou e ficou muito, mas muito rural, com imensas vacarias pequenas, umas placas antigas de albergues e do Caminho para Finisterra e pareceu que estávamos mesmo a caminhar para o fim do mundo. Místico!
Depois duma grande última subida no meio do monte, começamos a descer e encontramos o nosso albergue, mesmo junto a mais uma vacaria.
No segundo dia andei com as botas de montanha em vez das sapatilhas, porque esperava montanha e desnível, mas afinal não senti que fossem uma mais valia. Acho que vou voltar às sapatilhas, que apesar de serem foleiras são mais leves e flexíveis 😊
Dia 3 - Lago a Cee (26,28km) 👣
Apesar de normalmente o 3°dia ser o meu pior dia, desta vez foi um dia com várias surpresas e muita esperança.
O nosso albergue em Monte Aro era um edifício em pedra recuperado muito bonito, mesmo junto a uma vacaria. Como tinha cozinha, fizemos uma aveia improvisada com banana, chocolate preto e caju. Ficou top!
E começamos a caminhar bem cedinho.
O caminho passou por algumas aldeias, mas foi sobretudo pelo monte. Como sabíamos que os últimos 15km desta etapa iam ser só monte, sem serviços nem nada para comer, optamos por almoçar em Logoso, onde encontrei, por coincidência, uma pessoa que nos segue nas redes sociais por causa do autocaravanismo e que estava a fazer o Caminho na mesma altura que nós. Uma feliz coincidência, que nos permitiu conhecer-nos pessoalmente 🥰
Depois do almoço seguimos viagem sempre com muita natureza, e foi quando tivemos outra surpresa. Primeiro uma paisagem lindíssima com as montanhas e o rio e depois, quando olho para baixo, um pequeno santuário a homenagear pessoas que partiram. Nem por acaso era o aniversário de falecimento da minha mãe. Foi um momento muito bom ter ali aquele pequeno templo e poder participar dessa homenagem também com algo meu.
É um pouco também por isto que o Caminho é tão especial! É a sensação de que estamos juntos e conectados. O Caminho conecta-nos, mesmo com quem não conhecemos. Não se trata só da solidariedade entre as pessoas, mas é mais do que isso. É esta magia de que fazemos parte de algo muito maior do que nós!
A meio da tarde chegamos a um novo albergue, em Cee, já a menos de 15km do nosso destino, Finisterra.
Neste albergue temos um quarto só para nós, que maravilha! Sem termos que o dividir com mais 10 ou 15 pessoas, com uma cama "a sério" em vez do beliche, lençóis, uma varanda, roupeiro e com vista de mar. Um pequeno luxo para um peregrino!
Tomamos uma banhoca e fomos ao supermercado tratar de comprar material para o nosso jantar. Encontramos no supermercado uma empada vegana, com cogumelos, espinafres e pimentos que estava muito boa e trouxemos para comer no albergue.
Bem comidas e bem dormidas. Estávamos no paraíso!
Seguimos Caminho para o fim do mundo 👣🌸🦋
Dia 4 - Cee a Finisterra (20,53km) 👣 FIM
Começamos o dia em Cee, uma cidade costeira engraçada e fomos seguindo caminho pela costa.
Passamos por pequenas cidades e vilas costeiras engraçadas, com um misto de pedra, montanha e mar. Vimos, inclusivamente, espigueiros em pedra. Uma mescla muito interessante!
Este foi, sem sombra de dúvida, o Caminho mais bonito dos 3 Caminhos que já fiz (Inglês, Português da Costa e Finisterra).
E o tempo foi mesmo de encomenda para nós!
A uns 10km da chegada ao Cabo de Finisterra começamos a ver muitos peregrinos a caminharem. É engraçado como o estilo de peregrinos que encontramos neste Caminho foi muito diferente do que encontrei no Caminho Português da Costa, em Agosto. Em Agosto eram sobretudo estudantes e o ambiente às vezes era mais de fiesta em alguns albergues. Neste Caminho vimos pessoas mais da nossa idade e mais velhas, e senti um espírito mais de missão à nossa volta.
Como o meu foco é muito no desenvolvimento pessoal e não propriamente na religião, para mim, terminar o Caminho de Santiago em Finisterra foi mais impactante do que terminar em Santiago de Compostela. Terminar num cabo, no chamado fim do mundo e na costa da morte, tem uma simbologia enorme!
E mais do que chegar ao km 0, foi chegar àquele cenário, depois de toda esta viagem e ter ali uma oportunidade para parar e olhar para o horizonte naquele ambiente de infinitude e de paz. É como se tivéssemos realmente ido até ao fim do mundo e estivéssemos agora preparados para elevar a nossa alma aos céus, como diz a história.
Uma parte de mim senti-o pouco merecido, porque desta vez não sofri de todo. Não tive uma única bolha nos pés, nem me senti cansada. Apenas os pés doridos no final do 2°dia.
Também fizemos menos quilómetros desta vez. Quisemos ter tempo e energia para desfrutar dos lugares por onde íamos passando.
A conversa com a Sara também foi muito boa, com muitos insights e muita partilha e isso naturalmente também ajudou a que fizesse o Caminho sem grande esforço.
Não me interpretem mal, não gosto de penitências, mas a verdade é que passar mal pode trazer muita oportunidade de crescimento.
No entanto, nem toda a autossuperaçao é física. Há que ascender nas nossas ambições e sermos capazes também de nos desenvolvermos e autossuperarmos de outras formas. Inspirei-me ao longo do Caminho em caminhantes mais velhos e percebi que eles caminham mais devagar, mas com mais intenção e presença. E é interessante também esta forma de caminhar que, no fundo, é uma forma de viver a vida. Mais madura, talvez.
De facto o Caminho é muito único e é exatamente do tamanho daquilo que estamos prontos para lhe dar!
#caminofinisterra #caminhodesantiago #caminhodesantiagodecompostela #caminodesantiago
#viagenscomproposito #viagemcomproposito #desenvolvimentopessoal #autossuperacao
Beijinhos e abraços e sejam felizes!
Encontramo-nos na próxima história de desenvolvimento pessoal 😉
Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
outubro 07, 2021
Aldeia abandonada a 40km de Lisboa
Olá, bem-vindos!
A 40km de Lisboa fica a aldeia de Broas, uma aldeia abandonada há mais de 40 anos. Fomos visitá-la!
Como a aldeia não tem acesso de carro, tivemos que estacionar em Almorquim, a aldeia mais próxima, e caminhámos cerca de 25min por uma estrada de terra batida, com umas vistas muito bonitas!
A aldeia é pequena e está em ruínas, o que lhe dá um certo glamour.
Encontrámos uma grande árvore, com bancos de pedra, que nos pareceu ser o centro da aldeia. E sentámo-nos ali, naquele grande freixo, a ouvir a D. Maria das Dores contar como era a vida naquela aldeia. Esta senhora nasceu na aldeia de Broas, foi uma das últimas habitantes e foi, por isso mesmo, entrevistada pela TSF. Trouxemos o audio no telemóvel e ouvimo-la a contar a sua história, mesmo debaixo do freixo, que tanto falavam no audio.
Não sei se já tinhas feito isto? Ouvir alguém contar uma história, precisamente no lugar onde a ouves.
Aconselho a fazeres, porque é mágico! Senta-te lá e ouve a D. Maria das Dores em https://www.tsf.pt/sociedade/aldeias-abandonadas-as-portas-de-lisboa-10440198.html
A desertificação e o abandono das aldeias é um tema que me toca muito. Fracos acessos, agricultura pouco rentável e inexistência de qualquer serviço ou comércio têm sido algumas das razões pelas quais as pessoas abandonam as suas aldeias.
Fico sempre a imaginar como seria a vida naqueles tempos e como poderíamos voltar a ter vida naqueles lugares!
O turismo tem sido uma saída, mas era bom que mais do que um "parque de diversões", ou um lugar de "consumo passivo", que fosse um lugar mesmo com vida, onde se recriasse a época histórica, conforme defende um arqueólogo de Trás os Montes, evitando que os lugares se transformem em "simples vestígios arqueológicos"...
Tenho pensado muito no conceito de "turismo de consumo passivo". Não sei se existe este termo ou não mas, tal como nos outros tipos de consumo, o turismo também pode ser vivenciado de várias formas. Umas mais participativas e outras menos. Umas que promovem realmente a vida local, outras que promovem a destruição do património cultural e o ambiente. Tudo depende da forma como a consumimos.
Assiste ao vídeo que fiz da Aldeia de Broas:
Se gostas de aldeias abandonadas, aconselho-te a assistires o vídeo que fiz da aldeia de Safira, uma outra aldeia abandonada que gostei muito de visitar! Aos meus olhos mais mágica ainda, porque tem uma igreja antiga e porque não se vê nenhuma casa à volta. Parece que estamos num mundo encantado...
Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!
Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
















